quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ESTUPRO, joga na tela...


A notícia de um estupro coletivo em desfavor de uma guria de 15 anos na Califórnia me chamou atenção.
15 jovens estupraram  a guria em uma festa e ninguém tomou nenhuma providência, aliás, riram, fotografaram, agrediram e ainda roubaram a coitada!
O caso só chegou ao conhecimento da Polícia graças ao discernimento de uma mulher que ouviu dois jovens comentando o estupro, rindo do acontecido.
O fato de dezenas de pessoas tenham presenciado o estupro me induzem ao entendimento que tal atitude foi algo banal.
E nem prego uma moral de cueca dizendo que os valores estão alterados demais e que o mundo vai acabar.
Este desprezo que sinto me faz pensar que a sociedade não é muito diferente do tempo das cavernas.
 Onde agarrar uma mulher pelos cabelos e violentá-la em todos os sentidos era considerado normal ou pelo menos, aceitável.
Sofremos uma constante afirmação de poder masculino em desfavor do feminino.
Tão brutal e enraizada no inconsciente coletivo que não importa as sanções criadas para punir os crimes sexuais, eles continuam crescendo.
Não importa?
Bem, se não houvesse sanções, provavelmente, minha amiga, sua calcinha não ficaria inteira até o fim do dia.
Isso se escapasse da infância sem um abuso do teu próprio pai consentido pela mãe, que se cala, na mais profunda omissão da dignidade à pessoa humana.
Não revelo nada novo, mas, renovo minha indignação com casos como este.
 Como tantos outros casos de preconceito ao gênero.
Ser mulher não é fácil.
Exemplo disto pode ser encontrado na pesquisa que comprova que mulheres estudam mais, trabalham mais e ganham menos do que os homens em todas as categorias pesquisadas.
Ou  em parte dos estudos da vitimologia que justifica a razão pela qual a mulher que é agredida pelo companheiro volta para o mesmo. Ou pior, encontra outro parceiro agressor.
A Genética explicaria o motivo de uma mulher agredida permanecer em um ciclo de violência.
Dá-lhe Maria da Penha!

Tanta violência imposta que ficou registrada na memória de alguns genes.
Seria esta a justificativa para a aceitação das violências e preconceito alusivas ao gênero?
Neste momento, só penso nos pintos destes guris.
Arrancados com os dentes, pisoteados com salto alto e  entregue pros cachorros.
Respeitando o devido processo legal, é óbvio.






6 comentários:

  1. Ser mulher não é fácil.
    ´E manter a doçura a feminilidade,a delicadeza e fazer brilhar a inteligência e a liberdade para muitos é insuportável.
    Adorei o post da Dita,chic e glamourosíssima.Absurda!!!!!!!!!!!!1

    Beijos,

    Cris

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  2. cem anos de feminismo não acabaram com milênios de prostituição.

    mesmo as mulheres bem qualificadas profissionalmente, para tirar vantagem, usam da sua condição de "fêmea". isso é machismo feminino. prostituição com nível superior, coisa que me dá nojo.

    é, porque se a piguancha não tem estudo, prostituir-se é até um sacrifício.

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  3. Poderia até me abster de dizer que concordo. É óbvio que compartilho da opinião em absoluto! Mas esse trecho em especial: "consentido pela mãe, que se cala, na mais profunda omissão da dignidade à pessoa humana." Jamais haverá maldade maior de um ser humano do que a atitude de quem se cala.

    Abraço, moça.

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  4. Marguerita,

    pois é. ganho o meu pão de cada dia vendendo o meu corpo, e tenho passado muita fome.

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  5. Humanos são iguais em desgraça. Desculpe o termo, mas se mulher tb tivesse "pica" aconteceria o mesmo.
    Adorei seu espaço

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  6. Tó com tigo e não abro, guria!
    Acho que o homem evoluiu demais, mas seu corpo pede para voltar a barbarie, é o instinto que manda em alguns. Só que, hoje em dia, quem não conseguir controlar seus instintos, pode mudar de planeta.
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    Muito bom seu texto! Digno de nota: 10

    Abraço!

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Como assim?