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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Tom de alma invernal


Vento Negro
Onde a terra começar
Vento Negro gente eu sou
Onde a terra terminar
Vento negro eu sou

Quem me ouve vai contar
Quero luta, guerra não
Erguer bandeira sem matar
Vento Negro é furacão

Tua vida o tempo
A trilha o sol
Um vento forte se erguerá
Arrastando o que houver no chão

Vento negro, campo afora
Vai correr
Quem vai embora tem que saber
É viração

Dos montes, vales que venci
No coração da mata virgem
Meu canto, eu sei, há de se ouvir
Em todo o meu país

Não creio em paz sem divisão
De tanto amor que eu espalhei
Em cada céu em cada chão
Minha alma lá deixei...


Kleiton e Kledir
Composição: José Alberto Fogaça

sábado, 22 de novembro de 2008





Abri minha alma em 3/4.
Janela/Horizonte.

Recolho agora o tempo que passou e coloco em pequenos potes, do lado dos desejos de ano novo.

Tão estranho pensar que vomitamos ações sem parar e muito menos nos damos conta de que corremos pra um fim, sem olhar a paisagem, sem provar os quitutes de rodoviária. Não queremos prolongar sofrimentos e assim, negamos todo prazer do processo.

Queria de volta cada beijo em bocas alheias, cada abraço de amigos, do vento fresco de novembro e guardar pra dias mais cinzentos de egoísmo, de cegueira coletiva.

Amar pode ser o egoísmo na forma mais pura. Se dar completamente sem querer nada em troca, sem compromissos, é caro. Se precisar saciar muitos desejos, tire férias de corações amarrados. Esqueça expectativas e tenha orgasmos mais vezes.

Grito pra dentro para acordar outros eus, desejo a confusão de vozes e sentido.
Das amarras, já basta as de fora.

Sou entre mundos e progressiva, não me satisfaz o óbvio, nem as notas repetidas de guitarra.


Resume muito o não satisfazer, é um estado de espírito.

Continuo em devaneios, em sopros de vida, beirando a lucidez de cada arrepio...