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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu plural.

 

Compartilho 
fragmentos do tempo,
saudosos dias que lá ficaram.
Instantes tão comuns.
 Goles de consciência.
Pensava que nunca lembraria num futuro lá na frente.
Lá na frente
como a distância de casa até a praia.
Ou da distância da segunda semana de aulas
até o dia de Natal.
Amava cada segundo sem saber, 
sem  registrar.
Há algo na essência das coisas que não se mensura.
Lembra do banho de chuva no gramado de casa?
Testemunho a identidade em evolução.
Abrace apertado agora e segure firme na minha mão.
O verdadeiro se eterniza, mesmo na mudança.
Ciranda do eu plural.


 Marguerita Ellert