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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Devaneios lúcidos

.este peso não é de doR
.é um coração apertadO

.expandindo sem permissãO
.Sem impostoS

!ohhH
?moral, és tU
.rasguei teus ensaios, fiz meus contratoS
.peça desculpas para a culpA


.pés que caminham por outros caminhoS
)sorrisos sem presas(
.sem pressa e sem correnteS


.ela dança em luares desnudos
de primavera antes do combinadO

[...]!há de quem um dia me disse nuncA
.se minhas mãos já alcançam o frutO


?não vÊ

!já chegoU

!não há tempo melhoR

.que a eternidade seja rompidA







terça-feira, 23 de setembro de 2008



Escrever é uma nudez que desafia a censura.

Quão difícil é mostrar o que somos sem roupas de baixo, sem maquiagem ou proibições morais.

O falar mudo que não priva nenhuma palavra lançada. Chegando aos que procuram além das significâncias.

Um ato sexual que une mentes sem levar em conta a distância entre elas. E que suruba gostosa imaginar que várias pessoas compartilham da mesma leitura. Quantos já leram Nietzsche, Schopenhauer, Augusto dos Anjos, Érico Veríssimo, Agatha Christie ou Clarice Lispector?


Ahhh... Só de imaginar já é muito prazeroso. E a intimidade de compartilhar os mesmos pensamentos? Encontrar alguém que nunca viu e saber tanto só de dividir questionamentos, trechos e sebos. Descobrir novas conclusões e perguntas...

Enfim, sempre enfim, o ato de escrever pressupõe exercício. Como este que estou justificando meu gosto e os devaneios me levam pra outros rumos. Seguir os pensamentos que me levam a mil outras possibilidades, sem freios nem medidas.

...