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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Coisas da vida

Vou à Lotérica para pagar uma conta, totalmente despreocupada e percebo que uma senhora de idade, que se encontra na minha frente, me olha com indignação. 
Continuo no mundo da lua. Dois minutos depois, ela solta a pérola: 
“Guria, essa fila é para idosos!”.

Putz! Pedi desculpas com bom humor e fui para outra fila.
Ri sozinha, como não vi uma baita placa escrito: “Idosos e gestantes.” Sem comentários.

Fui atendida no outro guichê e a senhora veio puxar papo comigo, dizer que queria avisar que eu estava errada, do contrário ficaria esperando mais tempo do que o necessário.

Ela tem razão, já que a fila reservada para idosos anda mais devagar do que uma fila normal.

Continuei jogando conversa fora e percebi que ela estava sendo atendida num guichê e conversando comigo em outro.
Recebo o troco e, antes de segurar as notas de dinheiro na mão, a velhinha embolsa.
Fico sem palavras e convenhamos: Nessas situações que adoraríamos dizer algo, ficamos sem voz, de boca aberta e foi o que aconteceu.
Então, a atendente do guichê avisa que o troco é meu e a senhorinha toda atrapalhada e envergonhada, devolve o dinheiro.

Coisas da vida.

Senti saudades da minha vózinha.

Reflexão


“Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha nazista, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas me ensinaram uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última de suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino”.


Viktor E. Frankl

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fragmentos do post "O lado negro da internet" de Rodrigo Constantino. 17/04/11
Compartilho do medo e longe de ser uma verdade absoluta e imposta, saúdo a reflexão.
___

"Há uma crença cada vez mais disseminada de que as novas tecnologias por si só serão capazes de derrubar regimes autoritários e levar a democracia mundo afora. Os recentes acontecimentos no Oriente Médio serviram para reforçar tal crença, quando muitos atribuíram o mérito das revoluções ao Twitter ou Facebook. Mas Evgeny Morozov tem opinião bastante diferente, expressa em seu instigante livro “The Net Delusion”, que tenta mostrar justamente o lado negro da internet.

O autor demonstra maior ceticismo quanto ao potencial libertador das novas tecnologias, combatendo o que chamou de “cyber-utopia”, a idéia de que a internet favorece os oprimidos e não os opressores. Morozov acredita que as expectativas com a internet andam bastante infladas ultimamente, e apresenta argumentos importantes para suscitar mais desconfiança. Ele alega que o papel efetivo da internet na busca pela liberdade é ambíguo, e que creditar as redes sociais como causa das revoluções árabes é altamente questionável. Afinal, Facebook não faz brotar armas nas mãos de rebeldes."

[...]

"Enquanto Orwell achava que nossos medos iriam nos escravizar, Huxley pensava que nossas paixões fariam isso. Em vez de o “Grande Irmão” de “1984”, o “soma” do “Admirável Mundo Novo” faria com que cidadãos se transformassem em súditos passivos. Ocorre um efeito anestésico, trocando-se a repressão da ditadura pela magia da Louis Vitton. Pode não ter pão o suficiente, mas há muito circo para distrair o público. A ditadura chinesa chegou a suspender um banimento de pornografia na internet, pois notou que ela ajudava a manter o povo mais calmo. A censura estava ajudando a politizar a população. O entretenimento ajuda a mantê-lo hipnotizado.

Além disso, os governos autoritários aprenderam a usar a internet para ludibriar o povo. O PCC possui milhares de blogueiros “chapa-branca”, que recebem dinheiro para postar comentários favoráveis ao regime chinês. São conhecidos como “fifty-cent party”, por receber meio dólar para cada comentário. No Brasil mesmo, vários blogs vivem de verbas públicas, e durante as últimas eleições, a campanha do PT criou um “bunker virtual” para espalhar propaganda pela rede. Com um fluxo absurdo de “informação” na internet, fica difícil separar o joio do trigo, sem falar de teorias conspiratórias e falácias que pululam na rede. Tem muitos que até hoje pensam que o ataque no 11 de setembro de 2001 foi organizado pelo próprio governo americano, e há vasta “evidência” na rede para os que querem acreditar nisso.

Outro ponto abordado pelo autor diz respeito a maior facilidade que os regimes opressores encontram na internet para espiar potenciais dissidentes. Muitos internautas expõem voluntariamente diversos detalhes de suas vidas, num verdadeiro “momento Caras”, e isso é um prato cheio para as autoridades. O trabalho que tinham a KGB e a Stasi para coletar informações sobre suspeitos parece brincadeira quando basta um click no Facebook hoje para tanto. Com uma senha roubada um governo pode ter acesso a todas as mensagens de um dissidente. Novas tecnologias, como reconhecimento facial, podem ajudar governos a encontrar inimigos. Enfim, a internet é apenas uma ferramenta, e pode ser usada para o bem ou para o mal."

Recomendo a leitura completa:
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

True casual pero no mucho


"Oi! Como estão as coisas aeee?
Falou com a Vãn? Quando vai pra OP?

Ontem fomos chamar oficialmente alguns professores que serão homenageados na formatura, paraninfo e patrono. Maior bagunça, gaita, apitos, zona total, esperei [...] anos para entrar nas salas de aula e desfilar na maior vibe "vou me formar, porra"!
Depois fomos para casa de uma das formandas, já que é praxe os profs homenageados pagar ceva e churras, altos pagodes [consegue imaginar?] e tudo mais, quando toca uma certa música e o prof mais gaudério possível começa a cantar e dançar enlouquecidamente a tal música.
Adivinha?
Aham.
Muito engraçado!
Lembrei de ti!"


E não é que a vida vai acontecendo e dá um frio na barriga...
Não é uma Brastemp ou comercial de margarina, mas há felicidade no meio do caos.

Minha impressão ou política não fez sucesso nestas bandas?

>> Chuva lavando os pensamentos, aquietando a alma.

domingo, 18 de abril de 2010

Filhos de políticos nas escolas públicas

Li semana passada um texto que merece ser compartilhado.
Sou totalmente a favor desta linha de raciocínio. Embora não tenha um partido político de coração, elogio idéias interessantes.

Em ano de eleição...
yoga e reflexão.
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Como melhorar a educação?
Obrigando presidente, governadores, prefeitos e parlamentares a testar o ensino público 
- com suas próprias crianças.
Por Cristovam Buarque.

"Quanto custa estudar no Brasil? Depende. Se você estiver entre os 20% mais ricos da população, vai chegar ao fim de 20 anos de colégio e faculdade com uma formação de aproximadamente R$ 250 mil. Isso significa cerca de R$ 1 mil por mês. Nessa conta entram o dinheiro que você tira do próprio bolso para pagar as mensalidades e a contribuição que o governo faz (com investimento em universidades estatais e deduções de imposto). Agora, se você fizer parte dos outros 80%, sua educação receberá um investimento bem menor: o equivalente a R$ 116 por mês. Esse é o total gasto pelo país por aluno para manter as escolas públicas, onde não se passa muito tempo. Em média, essa parte da população completa só 5 anos de estudo formal, geralmente entre os 7 e os 11 anos de idade.
Ou seja: enquanto ricos estudam em escolas de qualidade por um longo tempo, o resto estuda por pouco tempo em escolas ruins. Como senador, tenho um projeto que pretende amenizar essa desigualdade. Minha proposta é a de que políticos eleitos - vereadores, prefeitos, deputados, senadores e o presidente - fiquem obrigados a matricular seus filhos em escolas públicas. Caso contrário, perderão seu mandato. O projeto já foi apresentado e agora espera avaliação do Senado e da Câmara.
No Brasil do passado, só classes com influência tinham vaga nas boas escolas públicas. Filhos de pobres não estudavam, ou frequentavam colégios particulares mantidos pela Igreja Católica, como seminários. Hoje filhos de eleitos estão entre os 20% mais ricos, em geral. E vão a colégios particulares.
Em lugares como Reino Unido e Cingapura, políticos nem pensam em colocar os filhos em escolas particulares. Os eleitores não aceitariam essa escolha, porque ela significaria ignorar a boa qualidade das escolas públicas de lá. Se um político é descoberto matriculando o filho no ensino privado, acaba nos jornais. Tem de se desculpar publicamente e transferir a criança para uma instituição pública.
Se políticos brasileiros tiverem de matricular os filhos em escolas públicas, elas receberão mais atenção dos governantes. O resultado será um ensino de qualidade para todos. E um país mais próximo dos princípios republicanos, com uma sociedade unida, sem divisão entre aristocracia e plebe. Há quem diga que essa obrigação fere a liberdade do político. Mas todo cidadão é livre para não ser candidato. Se ele opta pela vida pública, deve assumir obrigações. Esse seria só mais um de seus compromissos com os eleitores, com a nação e com a República."

*Cristovam Buarque é professor de economia da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF. 
Os artigos aqui publicados não representam necessariamente a opinião da SUPER.