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sexta-feira, 29 de abril de 2011

As salvadoras garrafas de Coca-Cola

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Hoje não tem como fugir do assunto “Casamento Real”. Então, segue a minha contribuição.

"A supostamente plebeia Kate Middleton e o príncipe William escolheram a Abadia de Westminster - também conhecida como Igreja da Coroação - para o midiático casório real, nesta sexta, dia 29. Foi lá também que ocorreu a coroação da rainha Elizabeth II, em 1953. Entre os convidados, há 58 anos, estava o brasileiro Assis Chateaubriand.

Para os mais jovens que me lêem, esclareço que o advogado Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (Campina Grande/PB, 4 de outubro de 1892 - São Paulo, 4 de abril de 1968) foi um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 a 1960, como jornalista, empresário, político, professor de Direito, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

Foi também um magnata das comunicações, dono dos Diários Associados, na época o maior conglomerado de mídia da America Latina, com mais de 100 jornais, emissoras de rádio e tevê.

No livro “Chatô, o rei do Brasil”, o escritor Fernando Morais conta que Chateaubriand foi alertado por seu médico para não ir à coroação: a cerimônia duraria cinco horas e  por causa de uma infecção na próstata, ele era obrigado a urinar a cada meia hora. E o protocolo era inflexível: durante os atos era proibido afastar-se das respectivas cadeiras.

Mas Chateaubriand viajou do Rio para Londres, assim mesmo. No hotel, vestiu um grosso sobretudo sobre a casaca, e com uma gilete abriu dois talhos nos forros dos bolsos, onde colocou duas garrafas vazias de Coca-Cola, obtidas no bar do hotel.

Às oito da manhã, conforme mandava o protocolo, ele dirigiu-se à Abadia de Westminster. Já com os chefes de delegações instalados em seus lugares, finalmente Elizabeth II apareceu na porta principal.

Sob os olhares de presidentes, primeiros-ministros, príncipes, reis e rainhas que se puseram de pé, Elizabeth II atravessou lentíssimamente a extensão que separava a porta principal do trono instalado no fundo da abadia. A cinco metros de distância, Chateaubriand enfiou as mãos nos bolsos do sobretudo, desabotoou a braguilha, tirou o pênis para fora e urinou aliviado, tomando o cuidado de não errar a pontaria ao mirar no minúsculo gargalo da garrafa vazia de Coca-Cola.

Só às onze e meia da manhã (nessa hora toda a primeira garrafa tinha sido completamente abastecida) é que Geoffrey Francis Fischer, primaz da Inglaterra e arcebispo de Canterbury iniciou o ritual. Segurou no ar, sobre a cabeça da futura rainha, a coroa de Santo Eduardo e indagou:

- Eu vos apresento a vossa incontestável rainha Elizabeth II. Por isso pergunto se estais dispostos a render-lhe homenagem e prestar-lhe vossos serviços?

Chateaubriand aproveitou o som dos clarins que enchiam a abadia para repetir pela décima vez a operação: abriu a braguilha, tirou de novo o pênis para fora, cuidadosamente, e inaugurou a segunda garrafa, despejando nela um reconfortante jato de urina.

Os representantes de todas as colônias e protetorados ali presentes responderam em coro à pergunta do arcebispo:

- Deus salve a rainha Elizabeth!

A liturgia durou as exatas cinco horas previstas no protocolo. Quando a cerimônia terminou, Chateaubriand esgueirou-se por entre a multidão, foi a um dos banheiros da abadia e depositou no chão as duas salvadoras garrafas.

Além disso, Chateaubriand saiu da Abadia levando como souvenir a cadeira em que assistira a coroação, revestida de veludo. No espaldar estavam as iniciais “E. R. II” (de Elizabeth Regina II). "

Fonte: “Chatô, o rei do Brasil”, livro de Fernando Morais (Editora Companhia da Letras, 1994).

(Livro já entrou pra minha listinha.)


quarta-feira, 23 de março de 2011

Um lugar para chamar de meu

O Hobbit finalmente começou a ser filmado!
Os takes externos rolam na Nova Zelândia. Detalhe: numa fazenda de ovelhas. 
Tudibão. Vou quebrar o porquinho e fazer a minha proposta.






Não é um amor o Peter Jackson dentro da casa do Bilbo Bolseiro?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sir Terry Pratchet fabrica sua própria espada após ser nomeado Cavaleiro

Terry é um daqueles mestres que estão em extinção.
Ele foi responsável por muitas risadas que já dei nessa vida severina e agora me faz rir novamente:

http://jovemnerd.ig.com.br/jovem-nerd-news/extra-extra/sir-terry-pratchet-fabrica-sua-propria-espada-apos-ser-nomeado-cavaleiro/

Só não consigo entender como um gênio consagrado, o qual escreveu mais de 30 livros, pode perder a capacidade de ler, escrever, de exercitar a memória e a imaginação
por causa de uma doença como Alzheimer.
Nem vou comentar o quão triste pode ser esta constatação.
Deus é Bullying.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Old times


“Num buraco no chão vivia um Hobbit..."
Uma das histórias começa assim.


Em breve, acontecerá o lançamento do livro que ensina como matar tempo e não fazer as coisas que realmente são necessárias.
Rolou uma certa ansiedade,  sem tesão para ler, analisar, comparar e escrever tudo de maneira compreensível.
Cansei. Larguei pras cobras por um momento.
E considerei que seria uma boa hora para exercitar uma mania antiga.
Visitar a pasta onde guardo frases de livros que foram importantes, que me emocionaram, etc.
Putz, tanta coisa que deveria ler de novo!

P a u s a  d r a m á t i c a.

Pronto, falei.


"Eu não conheço metade de vocês como gostaria
e gosto de menos da metade de vocês
a metade do que vocês merecem.”
Bilbo Bolseiro.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Queremos livros que nos afetem como um desastre.
Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós." 
Franz Kafka

Kafka sempre será lembrado como um  marco divisor nas minhas leituras e voltou ao meu cotidiano hoje de manhã, quando li a notícia abaixo.  



"Não é a primeira vez, nem será a última, que uma obra de Franz Kafka vira história em quadrinhos. Mas o projeto do escritor David Zane Mairowitz e do desenhista Robert Crumb é diferente por várias razões.
Introducing Kafka foi lançado pela primeira vez lá fora em 1993. Como indica o nome original, o álbum é uma introdução a Kafka (1883 -1924). Mas não só a sua importante obra. Mairowitz costura o roteiro de forma a ligar alguns dos livros originais à vida monótona do escritor checo.
Encontra ligações, por exemplo, do pai de Kafka com o pai do conto O Veredicto. Ou da vergonha que Kafka sentia pelo seu corpo com a transformação de Gregor Samsa em um gigantesco inseto em A Metamorfose. Assim, o livro é intercalado entre momentos biográficos e a quadrinização de suas principais obras, como O Processo, Na Colônia Penal e Um Artista da Fome.
Se há claramente algo de subjetivo no roteiro de Mairowitz, há mais ainda no desenho de Crumb. Isso porque, em seus escritos, Kafka muitas vezes não dizia tudo com todas as letras. Nunca disse, por exemplo, qual era o inseto de A Metamorfose. Dessa forma, Crumb precisa tomar decisões como escolher entre uma barata e um besouro, ou ainda, definir que a criatura descrita em primeira pessoa em A Toca deve ser parecida com uma toupeira.
Seja como for, o crescimento da popularidade de Crumb fez com que o livro fosse relançado como R. Crumb’s Kafka, título aproveitado no relançamento nacional pela editora Desiderata."

Já está na minha lista de desejos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

L.I.V.R.O.

Na deixa do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que ate uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O é formado por uma sequência de paginas numeradas, feitas de papel reciclável e capaz de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua sequência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do Papel Opaco – permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. E que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais página. Isso, porem, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada pagina do L.I.V.R.O deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que quando em uso, um simples movimento do dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abrí-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

O comando “browse” permite acessar qualquer pagina instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você acesse o L.I.V.R.O exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de páginas é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de LIVRO sem necessidade de configuração.

Além disso, qualquer L.I.V.R.O suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O através de anotações. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O vem sendo apontado como instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O. 

  Texto atribuído ao mestre Millôr Fernandes.

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Só para abrir os trabalhos mesmo, segunda-feira é um tapa na cara.












Voltando ao instrumento de cultura do futuro...

sábado, 27 de março de 2010

Recebendo correspondências...

Aí está minha dica de livro.
Um livro leve, engraçado, questionador e pra "gente como a gente"!


"Nossos pés batem no traseiro de tanto correr, e não quero que isso pare. Quero correr e rir assim pra sempre. Quero evitar qualquer momento de sem-gracice quando o diabo da realidade enfiar o tridente na nossa carne, nos deixando ali parados, juntos, com cara de manés. Quero ficar aqui neste momento e nunca ir a outros lugares, onde a gente não sabe o que dizer nem o que fazer."

Já estou com saudades do Porteiro.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Noturno




Entre as leituras obrigatórias e os ossos do ofício, me  presenteei com uma válvula de escape.
Terminei de ler Noturno.
Sempre fui fascinada pelo mundo dos vampiros, não tanto quanto pelo dos lobisomens, confesso. 
Sempre defendi os licantropos e isso rende boas brigas.
Contudo, Guillermo Del Toro e Chuck Hogan conseguiram prender a minha atenção justamente no ponto que outros autores não exploraram tanto.
Del toro e Hogan deram um ar mais trash aos vampiros.
Nada romântico ou sexualmente atrativo.  
Nada de Twilight! Eca!
Tomara que isso não mude!
Estou ansiosa esperando pelos outros volumes da trilogia e uma possível adaptação para o cinema.
Que com certeza virá.
Só posso dizer que os fãs de zumbis e madrugada dos mortos também vão adorar.
No mais, a história rende muito ainda nos próximos volumes.
Mas, gostei sim. Valeu!
Agora, preciso de um livro sobre os lobisomens para equilibrar as “trevas”.
Ainda mais com o lançamento de "O Lobisomem", com Benicio del Toro. Refilmagem do clássico original de 1941.
O tio do cinema disse que em duas semanas já está aí, vamos aguardar.
Muita água vai rolar, muito conteúdo para monografar e outro livro que furou a fila na maior cara de pau.

Enfim e sempre enfim...



 “Strigoi, sinta a prata da minha espada!”