
Vem cá, te conheço?
Com qual intimidade as pessoas acham que podem tratar os outros, sendo que não sabem nada sobre elas?
Não, caro "internetspectador", não sou uma pessoa fria e sem sentimentos.
Não mordo,
não muito.
Gosto de manifestações de carinho, mas de pessoas que realmente nutrem alguma coisa por mim.
Agora, esta intimidade surreal de conhecidos, atendentes de lojas, no trabalho e noutros núcleos, me irritam p r o f u n d a m e n t e.
Educação é algo bem diferente de puxasaquismo.
“Educação ganha três torrões de açúcar.
Puxasaquismo leva choquezinho.”
Lamentável.
Meus pais deveriam ter me vendido para um circo ou para alguma companhia de teatro, já que consigo estampar os mais variados sentimentos e mudar a fisionomia em questão de segundos.
“Sai da minha frente, se não vou te matar” é uma das especialidades da casa.
Ou seja, é fácil saber quando não estão me agradando, mas o universo conspira ao meu favor. Quais favores seriam? Não sei. Mas, sempre aparecem estas figuras na minha frente.
Deixou margem?
Então, deixa eu me divertir um pouco.
Uso a lei da compensação, outra teoria desenvolvida pelo grupo “Filosofia para não filósofos”.
Uma velha arte quase marcial que usa a fraqueza mental do oponente em desfavor dele mesmo.
Quando visualizo estas criaturas, preparo meu arsenal de ironia. Já que, para pessoas sem noção, soa como um convite para continuar a conversa.
Talvez fique só ali, algo latente.
Porém, se precisar, tá na agulha.
E não devo desculpas pelas minhas atitudes.
Afinal, deve ter duas mil e quinhentos e cinqüenta e sete maneiras de explicar este fenômeno.
- Florzinha, posso sentar do teu lado?
- FLORZINHA É O CARALHO, MEU NOME É ZÉ PEQUENA!