Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ex-investigado, Renan vai cuidar de ética no Senado.

Parece piada, internéta! 

Com a experiência de ter respondido a cinco processos por quebra de decoro, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito ontem como um dos 15 integrantes titulares do Conselho de Etica, responsável por investigar a conduta de 81 congressistas que compõem a Casa.

O senador João Alberto (PMDB-MA), que é amigo de Calheiros e do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), foi indicado para presidir o conselho.

Apesar da ligação com Sarney, que respondeu a 11 processos no conselho em 2010, Alberto se acha preparado por ter atuado antes no cargo e diz que agirá com independência.

O vice no conselho deve ser Gim Argello (PTB-DF), investigado no Supremo Tribunal Federal.

Entre os indicados, há outros senadores que respondem a processos na Justiça, como os peemedebistas Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO).
 Folha de SP

 
E Marcelo Tas, sempre sagaz, deixou seu comentário no twitter:

"Renan Calheiros no Conselho de Ética do Senado não é uma raposa tomando conta do galinheiro. Seria desrespeito com as galinhas."
 
Putz!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

True casual pero no mucho


"Oi! Como estão as coisas aeee?
Falou com a Vãn? Quando vai pra OP?

Ontem fomos chamar oficialmente alguns professores que serão homenageados na formatura, paraninfo e patrono. Maior bagunça, gaita, apitos, zona total, esperei [...] anos para entrar nas salas de aula e desfilar na maior vibe "vou me formar, porra"!
Depois fomos para casa de uma das formandas, já que é praxe os profs homenageados pagar ceva e churras, altos pagodes [consegue imaginar?] e tudo mais, quando toca uma certa música e o prof mais gaudério possível começa a cantar e dançar enlouquecidamente a tal música.
Adivinha?
Aham.
Muito engraçado!
Lembrei de ti!"


E não é que a vida vai acontecendo e dá um frio na barriga...
Não é uma Brastemp ou comercial de margarina, mas há felicidade no meio do caos.

Minha impressão ou política não fez sucesso nestas bandas?

>> Chuva lavando os pensamentos, aquietando a alma.

Propaganda eleitoral

Propaganda é alma do negócio.

E na falta de informação, entorpecimento moral.

"O video acima mostra como "trabalha" Márcio Demari, uma espécie de marketeiro da nova era. Usando uma ONG como plataforma, a Planeta Voluntários, e identidades falsas no Twitter, ele oferece pacotes de 1 milhão de SPAMs políticos por R$ 5 mil reais. Aborrece usuários do Twitter, Orkut e ganha uma boa grana. Oferece ainda canal direto com 120 veículos de imprensa, rádio, jornais, revistas e TVs.

Neste web-reportagem do @brazilians, Márcio entrega o nome de um dos seus clientes: Wilmar Marçal, ex-reitor da UEL- Universidade Estadual de Londrina, Paraná, candidato a Deputado Federal pelo PSC- PR"

Blog do Tas

SPAMs dos infernos!


Política nossa de cada dia.



"Políticos gostam de palanque. Lá só eles falam sem ouvir ninguém. Políticos estão longe de perceber a sagacidade da molecada digital. Estou falando de meninos como Leandro, 17, morador da periferia carioca, que gravou toda conversa que teve com o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, durante um evento de campanha a favor desse último na cidade maravilhosa.

O menino reclama que não pode usar as novas quadras de tênis do complexo esportivo, que vivem fechadas.

Lula, com a delicadeza de um mico numa loja de louças inicia o jogo: "Tênis é esporte da burguesia, porra! Por que você não pratica natação?"

Menino: "É que a piscina não abre para a população."

Lula (para Sérgio Cabral e os cupinchas ao redor): "O dia que a imprensa vier aí pegar essa porra fechada, o prejuízo político é infinitamente maior do que colocar dois guarda (sic) aqui... Coloca um bombeiro pra tomar conta!"

Menino: "Eu moro numa Faixa de Gaza, acordo todo dia com o caveirão na minha porta."

Sérgio Cabral, uma flor de pessoa, interrompe o menino de forma democrática: "Deixa de ser otário, rapaz, discurso de otário"

O sol está quente, Lula com sorriso amarelo, percebe finalmente que o menino grava a cena e enfia o rabo entre as pernas. O governador carioca, postura de garotão do funk mas com pança evidente fora do esquadro, continua exaltado. Encerra a conversa com um conselho perolar: "Tu não me engana não. Bota esse inteligência para estudar, ô sacana!"

Bingo! Este é o problema do Leandro: ao invés de ficar estudando calado, como quer o governador, colocou a inteligência para questionar!

Triste demais ver o Lula em final de mandato mostrando a mesma cabeça oca de sempre. Preconceituosa com um moleque que viu no tênis, um esporte possível justamente por eventuais avanços sociais do próprio governo do ex-metalúrgico, que o desencoraja de adotar como esporte por ser "da burguesia". Ai, que preguiça...

Ok, sei que é uma conversa coloquial, descompromissada, debaixo do sol quente durante a campanha eleitoral que mal se inicia. É um fato menor. Não vai, nem deve, derrubar ninguém. Mas serve para nos confirmar com todas as letras e imagens um sentimento que temos guardados no peito. A política de "coroné" continua a pleno vapor no Brasil. Lula e Cabral interpretam com grande eloquência, mesmo que por alguns minutos, personagens infelizmente ainda muito vivos no Patropi: os dos velhos políticos brasileiros, gentinha rude que só sabe fazer discurso e que vira bicho diante do mínimo sinal de inteligência do outro lado. Se depender deles, Leandro não deve querer jogar tênis nem questioná-los sobre obras de propaganda que vivem fechadas à população.

Viva o YouTube!"


Li a "denúncia" no blog do Tas e me senti no dever de compartilhar.

Quem aqui, meu amigo, já não se sentiu um panaca por questionar o sistema?

domingo, 18 de abril de 2010

Filhos de políticos nas escolas públicas

Li semana passada um texto que merece ser compartilhado.
Sou totalmente a favor desta linha de raciocínio. Embora não tenha um partido político de coração, elogio idéias interessantes.

Em ano de eleição...
yoga e reflexão.
________________________

Como melhorar a educação?
Obrigando presidente, governadores, prefeitos e parlamentares a testar o ensino público 
- com suas próprias crianças.
Por Cristovam Buarque.

"Quanto custa estudar no Brasil? Depende. Se você estiver entre os 20% mais ricos da população, vai chegar ao fim de 20 anos de colégio e faculdade com uma formação de aproximadamente R$ 250 mil. Isso significa cerca de R$ 1 mil por mês. Nessa conta entram o dinheiro que você tira do próprio bolso para pagar as mensalidades e a contribuição que o governo faz (com investimento em universidades estatais e deduções de imposto). Agora, se você fizer parte dos outros 80%, sua educação receberá um investimento bem menor: o equivalente a R$ 116 por mês. Esse é o total gasto pelo país por aluno para manter as escolas públicas, onde não se passa muito tempo. Em média, essa parte da população completa só 5 anos de estudo formal, geralmente entre os 7 e os 11 anos de idade.
Ou seja: enquanto ricos estudam em escolas de qualidade por um longo tempo, o resto estuda por pouco tempo em escolas ruins. Como senador, tenho um projeto que pretende amenizar essa desigualdade. Minha proposta é a de que políticos eleitos - vereadores, prefeitos, deputados, senadores e o presidente - fiquem obrigados a matricular seus filhos em escolas públicas. Caso contrário, perderão seu mandato. O projeto já foi apresentado e agora espera avaliação do Senado e da Câmara.
No Brasil do passado, só classes com influência tinham vaga nas boas escolas públicas. Filhos de pobres não estudavam, ou frequentavam colégios particulares mantidos pela Igreja Católica, como seminários. Hoje filhos de eleitos estão entre os 20% mais ricos, em geral. E vão a colégios particulares.
Em lugares como Reino Unido e Cingapura, políticos nem pensam em colocar os filhos em escolas particulares. Os eleitores não aceitariam essa escolha, porque ela significaria ignorar a boa qualidade das escolas públicas de lá. Se um político é descoberto matriculando o filho no ensino privado, acaba nos jornais. Tem de se desculpar publicamente e transferir a criança para uma instituição pública.
Se políticos brasileiros tiverem de matricular os filhos em escolas públicas, elas receberão mais atenção dos governantes. O resultado será um ensino de qualidade para todos. E um país mais próximo dos princípios republicanos, com uma sociedade unida, sem divisão entre aristocracia e plebe. Há quem diga que essa obrigação fere a liberdade do político. Mas todo cidadão é livre para não ser candidato. Se ele opta pela vida pública, deve assumir obrigações. Esse seria só mais um de seus compromissos com os eleitores, com a nação e com a República."

*Cristovam Buarque é professor de economia da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF. 
Os artigos aqui publicados não representam necessariamente a opinião da SUPER.