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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pin - sem - Up

O “avô” do photoshop, impressionante!

A realidade não vende felicidade/beleza/prazer desde o guaraná com rolha.


http://juliapetit.com.br/home/pin-ups/

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A cor da paixão



Em desejo possuída
se joga,
se rasga,
se estraga
contra os móveis,
sobre as plantas,
entremuros,
se vê fera,
se faz cadela,
se morde serpente,
ferida em seu desvario
no mais escondido recanto do seu bem-querer,
no seu coração perple o e ávido
que ela desfibra devagar.
Regina de Fontenelle

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março e mulheres

Diversas datas e acontecimentos marcam o surgimento do Dia Internacional da Mulher.
 Mas foi durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Compenhague, Dinamarca, em 1910, que a socialista alemã Clara Zetkin propôs uma data para o Woman''s Day (Dia da Mulher),
o que acabou internacionalizando o evento e passou a ser comemorado em diversos países,
em momentos diferentes do ano.
O primeiro Woman''s Day foi comemorado em Chicago, nos Estados Unidos, em 1908,
quando o país fervilhava com manifestações de mulheres operárias que denunciavam a exploração do segmento, defendendo a autonomia das mulheres, incluindo o direito ao voto, conquistado em 1920,
nos EUA.

Foi na Alemanha, em 1914, que ocorreu no dia 8 pela primeira vez o Dia da Mulher, por ser uma data mais prática naquele ano. Muitas mulheres, no entanto, atribuem o 8 de março de 1917 como provável motivo para a fixação da homenagem.
dia, operárias russas deram início a uma greve que acabou culminando na Revolução Russa.
O fato é mencionado em documentos históricos, escritos por um dos dirigentes da revolução, Leon Trotsky. Em 1921, surge a proposta de se fixar o dia como oficial em todo o mundo, que passou a ser comemorado a partir de 1922, como símbolo da participação feminina nas atividades de transformação social.

_______________
 
O post não terá fotos, nenhuma expressa o que é mulher na sua plenitude ou teria que postar muitas.
Sem saco.
Também não queria exteriotipar, embora aprecie muito os símbolos, quero explorar o todo.
Pensei até em colocar uma foto minha, mas o tiro acertaria o próprio pé.
Muito egocentrismo de graça e sem graça.
A data não deixa de ser um símbolo com muita expressão.
Expressão que só acho válida se houver raízes fortes.
Um dia de luta por aquelas que ainda vivem no ciclo de violência-vitimização, por exemplo.
Um dia de luta e de reflexão.
Lembrei do exemplo Maria da Penha e como aplicar isso no dia-a-dia.
Um "feliz dia - todos os dias" para as mulheres que possuem força na peruca!
 
Para elas, que tanto admiro e que o mundo precisa.
Que a força esteja conosco!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O caos reina.


Domingo de noite, na esperança de relaxar e deixar aquele rotineiro clima de depressão no mais profundo sono, assistimos um filme.
Minhas esperanças não só foram arrancadas como esqueci que deveria relaxar.

O Anticristo:
Um casal (interpretado Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) devastado pela morte de seu único filho se muda para uma cabana isolada na floresta Éden, onde coisas estranhas e obscuras começam a acontecer. A mulher é uma intelectual escritora que não consegue se livrar do sentimento de culpa pela morte do filho, e ele, um psicanalista, tenta exercer seu meio de trabalho para ajudar a esposa. Anticristo é divido em partes: Prólogo e Epilogo e ainda capítulos que se passam na floresta de Éden: Dor, Luto, Desespero e Os três Mendigos.




O filme é denso, perturbador, fotografia diferente da hollywoodiana, com tons escuros. Até agora não sei distinguir do que poderia ser real do que seria sonho ou imaginação.
O que me apoquentou foi justamente o que depois, apreciei.
Os hábitos e atitudes passivas dos personagens envolvidos sobre o enredo da história.
Não classificaria como um filme de terror, embora tenha ficado apavorada.
Pavor foi a conseqüência frente aos atos passivos.
Poxa, nos filmes de terror as pessoas correm, voltam pro lugar onde está o perigo, são corajosas e fazem coisas movidas por uma adrenalina que eu, no alto da maior cagança, acho totalmente impossível.



Voltando...

Costumo pensar o que faria se tivesse na situação destes personagens de filmes de terror, quantos zumbis mataria, como seria forte e decisiva e blá blá blá.
O que na verdade é pura fantasia...
Quantas vezes, o corpo e cérebro humano ficam imóveis numa situação de medo?
Ou de violência física ou psicológica.
Paralisia total.
Depois pensamos: Ah, deveria ter feito isso e falado aquilo...

Pois é, José.

O tom passivo do filme me pareceu mais humano, por isso minha agonia.
Lúdico, mas ainda assim humano.
Tentar manter uma relação do seu jeito em vez de imediatamente tomar uma decisão racional é mais plausível.
Mais aceitável do que imediatamente cortar a cabeça de um lobisomem.
[Vou tomar um remedinho, já volto.]

Não é de hoje de que sou apaixonada pelo tema, pela caças às bruxas e pela ironia aos alicerces podres da igreja católica.
Enfim, os aspectos do prazer e da culpa na sexualidade feminina também chamaram a atenção.
E como gozar de todos os benefícios da sexualidade feminina gera culpa em nossos corpos e amedronta mentes!
Um dos reflexos de uma sociedade moralista e que o diretor Lars Von Trier levou ao extremo ao expor os corpos dos cônjuges.
Ao extremo de cortar um clitóris e de um pênis ejacular sangue. Cenas que não ficaram banais ou gratuitas.
As imagens sintetizam o extremo.



Exposição que afirmou mais ainda a passividade da relação e o sadismo do terapeuta.
Além disso, gostei dos símbolos das bolotas das árvores, da floresta, da raposa, do veado e do corvo. Ajudou a aumentar o grau de “insanidade”.



Termino dizendo que não desagüei numa conclusão.

 Somente gostei do exercício de indagação que o filme me proporcionou.








quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ESTUPRO, joga na tela...


A notícia de um estupro coletivo em desfavor de uma guria de 15 anos na Califórnia me chamou atenção.
15 jovens estupraram  a guria em uma festa e ninguém tomou nenhuma providência, aliás, riram, fotografaram, agrediram e ainda roubaram a coitada!
O caso só chegou ao conhecimento da Polícia graças ao discernimento de uma mulher que ouviu dois jovens comentando o estupro, rindo do acontecido.
O fato de dezenas de pessoas tenham presenciado o estupro me induzem ao entendimento que tal atitude foi algo banal.
E nem prego uma moral de cueca dizendo que os valores estão alterados demais e que o mundo vai acabar.
Este desprezo que sinto me faz pensar que a sociedade não é muito diferente do tempo das cavernas.
 Onde agarrar uma mulher pelos cabelos e violentá-la em todos os sentidos era considerado normal ou pelo menos, aceitável.
Sofremos uma constante afirmação de poder masculino em desfavor do feminino.
Tão brutal e enraizada no inconsciente coletivo que não importa as sanções criadas para punir os crimes sexuais, eles continuam crescendo.
Não importa?
Bem, se não houvesse sanções, provavelmente, minha amiga, sua calcinha não ficaria inteira até o fim do dia.
Isso se escapasse da infância sem um abuso do teu próprio pai consentido pela mãe, que se cala, na mais profunda omissão da dignidade à pessoa humana.
Não revelo nada novo, mas, renovo minha indignação com casos como este.
 Como tantos outros casos de preconceito ao gênero.
Ser mulher não é fácil.
Exemplo disto pode ser encontrado na pesquisa que comprova que mulheres estudam mais, trabalham mais e ganham menos do que os homens em todas as categorias pesquisadas.
Ou  em parte dos estudos da vitimologia que justifica a razão pela qual a mulher que é agredida pelo companheiro volta para o mesmo. Ou pior, encontra outro parceiro agressor.
A Genética explicaria o motivo de uma mulher agredida permanecer em um ciclo de violência.
Dá-lhe Maria da Penha!

Tanta violência imposta que ficou registrada na memória de alguns genes.
Seria esta a justificativa para a aceitação das violências e preconceito alusivas ao gênero?
Neste momento, só penso nos pintos destes guris.
Arrancados com os dentes, pisoteados com salto alto e  entregue pros cachorros.
Respeitando o devido processo legal, é óbvio.






quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma questão de gênero

Mulher não se explica.
É o rock.
Há tantos mundos que não se limitam nos comerciais de iogurte/laxante, de sabonete íntimo, de atroveran, de mulher pra mulher Marisa ou ainda da Avon.





Muito menos conversando a gente se entende.

Aí que habita o perigo
e o esplendor.