
Ter uma
personalidade do
cão não é fácil, minha gente.
Existem dias que nem eu me agüento.
Nem preciso mostrar muito os dentes para perceberem que o mar não está para peixe e do contrário também é válido.
Não que seja positivo esta conduta, mas me livro de explicações.
Sou auto-sustentável até nisto. Se estiver ruim com algo, pensativa ou inquieta prefiro eu mesma amargar e servir de psiquiatra. Não espero que os outros me agüentem, acho um saco isto tudo.
~~~
Esta semana li em algum lugar a seguinte declaração: uma atriz americana dizendo que ela mesma decide sobre o prazer dela (que ela sabe o que é gostoso ou que não é) e só deixa os homens particarem, se a mesma quiser.
“Louvável, não”?
Uma heroína! Noooossa, um dia quando eu crescer quero ser igualzinha, que tempos modernos! “Mulheres arriscando dizer este tipo de coisa.”
Louvável é o
escambau !!!!!!!
Esta forma não é o que sempre deveria ser?
Passividade me dá ânsias.
Delegar o poder do prazer próprio para outra pessoa é falta de amor-próprio. Ou ainda, desconhecimento do próprio corpo.
Fico preocupada com este tipo de declaração, enquanto na mídia, as mulheres aparecem cada vez mais seguras e sexys, não é o que vejo por aí não.
É muito mais um produto a ser vendido em embalagem bonita do que na realidade.
Puro marketing sensacionalista e propaganda agressiva.
Não estou sentando lenha na fulana de tal e sim, na fora que divulgam uma “notícia” destas. Sim, notícia! Agora... Pergunta se a mídia está interessada em fazer reportagens sobre brinquedinhos femininos, o que nos dá prazer ou filmes eróticos realmente interessantes e bla blá?
NÃO! Tudo é muito superficial.
Até as próprias revistas que estão no mercado que estão voltadas para o “universo feminino” mostram cada vez mais, mulheres estampadas em poses a la Victoria Secret, uma visão tão distante quanto coercitiva de uma ditadura de beleza e comportamento. Nem mulher homossexual nem hetero ficam satisfeitas, nem vamos entrar no contexto de mostrar corpos masculinos nas mesmas.
Enfim...
Isto me lembra uma amiga que reclamava para as marcas de cerveja que colocavam mulheres sem roupa em campanhas publicitárias. Ela informava que não beberia mais a cerveja, porque era contra, queria homens sem roupa também! Terminava a declaração dizendo que já estava tomando outra cerveja. No fim, agora ela está produzindo sua própria bebida. Rs!
Mas, como o mercado é o reflexo do seu público-alvo, creio que o problema está nesta crise de valores comportamentais e sexuais. Mulheres que precisam ficar atraentes e buscam mais ferramentas para isto e que no fim, o resultado esperado seja uma segurança que de outra forma, não seria possível. Explicaria o sustento de uma mídia assim. Ou explicaria meu argumento que inteligência é afrodisíaco.
A página de dicas de maquiagem ou tendências primavera-verão não garante um orgasmo. Ou dois. Três...
E como cada um compra sua verdade, culpo a Barbie.
Mil vezes as brincadeiras de médico!
Sou a favor da sustentabilidade real e não a inventada.
Será que não estou
démodé?
WTF!