quarta-feira, 30 de maio de 2012

E quando a soma dos fatores é negativo?

Uma nova Marguerita nasce, só que sem a parte do nova.
Um momento provisório de pés no formigueiro.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Som da infância



Já escrevi sobre cheiros que lembram sentimentos, lugares ou épocas na minha vida.
Agora, registro um som que me transporta até a infância.
Na verdade, tudo começa com uma pequena nota pertinente:
O prédio onde está localizado o escritório no qual trabalho está sendo pintado e, para tanto, alguns pintores se equilibram em estruturas penduradas por roldanas para realizar o trabalho.
Por conseguinte, o som dessa peça mecânica me faz lembrar do barulho de balanços.
“Brinquedo” da pracinha que passei bons momentos de guriazinha.
Aliás, mais do que a sensação de alegria e diversão, revisito a sensação de viver em tardes despreocupadas.
Essa, com certeza, é a síntese do som. Tardes despreocupadas.
Receita com pitadas de risadas, sol ameno e uma vida infinita pela frente.
Enquanto muitos consideram o som irritante e desejam o fim dessa função toda no prédio, me pego sorrindo. Volto ao tempo que os meus pés não alcançavam o chão e tentava voar alto com o balanço.
Um impulso pra frente, um impulso pra trás, vento bagunçando os cabelos...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Coisas da vida

Vou à Lotérica para pagar uma conta, totalmente despreocupada e percebo que uma senhora de idade, que se encontra na minha frente, me olha com indignação. 
Continuo no mundo da lua. Dois minutos depois, ela solta a pérola: 
“Guria, essa fila é para idosos!”.

Putz! Pedi desculpas com bom humor e fui para outra fila.
Ri sozinha, como não vi uma baita placa escrito: “Idosos e gestantes.” Sem comentários.

Fui atendida no outro guichê e a senhora veio puxar papo comigo, dizer que queria avisar que eu estava errada, do contrário ficaria esperando mais tempo do que o necessário.

Ela tem razão, já que a fila reservada para idosos anda mais devagar do que uma fila normal.

Continuei jogando conversa fora e percebi que ela estava sendo atendida num guichê e conversando comigo em outro.
Recebo o troco e, antes de segurar as notas de dinheiro na mão, a velhinha embolsa.
Fico sem palavras e convenhamos: Nessas situações que adoraríamos dizer algo, ficamos sem voz, de boca aberta e foi o que aconteceu.
Então, a atendente do guichê avisa que o troco é meu e a senhorinha toda atrapalhada e envergonhada, devolve o dinheiro.

Coisas da vida.

Senti saudades da minha vózinha.

Reflexão


“Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha nazista, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas me ensinaram uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última de suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino”.


Viktor E. Frankl